E é tudo, amigos. Mais um Natalício.
Quanto a novidades, tudo se resumiu a uma boa garrafa de Tormes e uma bela jogatana de matraquilhos. Nada mau!
Quanto ao vinho, confesso que não resisti. É o vinho de Tormes, aquele que o Jacinto de "a cidade e as serras" bebeu quase à luz do luar, a acompanhar umas certas favas... É uma tirada absolutamente deliciosa. Mas verdadeiramente deslumbrante é a conversa entre ele e o amigo Zé na doce contemplação das estrelas... tal como as suas conversas com a natureza que o acompanha, acolhe e mima. Delicioso, repito.
E, por falar nisso, amanha regresso à serra. É sempre bom regressar, apesar do frio e do trabalho que lá me espera. Tem de ser. Um dia, olharei para trás e ficarei satisfeito comigo. Não
é esse o objectivo último da vida?
Mesmo com os erros que, aqui e ali se vão cometendo, sempre há motivo para sorrir: sim, pelo menos vivi! :)
E com este sorriso me despeço de mim, durante alguns dias. Mas regresso, para contentamento, espero, de alguns olhos amigos e meigos :)
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
sábado, 22 de dezembro de 2007
Ola!
Férias, finalmente! Curtas, breves, escassas...mas férias! É todo um novo ciclo que se avizinha: outras luzes, outras cores, outros sabores... Toda uma nova vida que começa!
Dizem que os gatos têm não sei quantas vidas. Então e nós? Eu cá, perdoem-me a imodéstia, acho que já vivi várias. Há espaços, pessoas e lugares que sinto ter percorrido, sentido e conhecido noutras vidas. Como se tudo se tivesse passado lá longe, já nos confins da memória, quase irreal. Como se todas as recordações se movessem da memória para a fantasia! Dá-se uma ou outra pincelada e o que foi cinzento, torna-se azul, o azul em azul profundo e, por fim, surge uma qualquer tonalidade celestial.
Várias vidas, de facto. Desde os longinquos tempos de estudante, desde as arcas frigorificas e os seus abençoados 38.º negativos, os corredores da faculdade, os passeios pelos bairros de lisboa, a Marinha, com as minhas fardas e aquelas longas conversas com o mar, o cej e, agora juiz. Vidas imensas!
E as pessoas? Os amigos que ficam e os que vão passando...mas sempre ocupando um lugar na minha vida, uns por gratidão, outros por camaradagem, outros apenas por que sim...
E, quem fala em amigos fala, também, em mulheres.... Quantas foram mesmo? Não sei, nem importa. Umas passaram rapidamente, sem deixar rasto. Ora então adeus! Outras, poucas permanecem com o seu perfume... algumas com a sua amizade. Uma ou outra, revelaram-se uma outra vida. Hábitos, maneiras de ser, fazer e sentir que surgiram e desapareceram com ela. Marcam o tempo, um antes e um depois... Mas, apesar disso, passam-se rapidamente para o irreal, evaporando como um perfume delicado. Desaparecem permanecendo irrealmente. Por isso permanecem...
Outras vidas. Quantas vivi já eu? Não sei. Imensas, bastantes... Por vezes, surge o tal cansaço de que já falei. No entanto, com o raiar do Sol renascem as forças e as energias para viver: tese, antitese, síntese.
Falta a revolução. Mas essa está para breve.....
Férias, finalmente! Curtas, breves, escassas...mas férias! É todo um novo ciclo que se avizinha: outras luzes, outras cores, outros sabores... Toda uma nova vida que começa!
Dizem que os gatos têm não sei quantas vidas. Então e nós? Eu cá, perdoem-me a imodéstia, acho que já vivi várias. Há espaços, pessoas e lugares que sinto ter percorrido, sentido e conhecido noutras vidas. Como se tudo se tivesse passado lá longe, já nos confins da memória, quase irreal. Como se todas as recordações se movessem da memória para a fantasia! Dá-se uma ou outra pincelada e o que foi cinzento, torna-se azul, o azul em azul profundo e, por fim, surge uma qualquer tonalidade celestial.
Várias vidas, de facto. Desde os longinquos tempos de estudante, desde as arcas frigorificas e os seus abençoados 38.º negativos, os corredores da faculdade, os passeios pelos bairros de lisboa, a Marinha, com as minhas fardas e aquelas longas conversas com o mar, o cej e, agora juiz. Vidas imensas!
E as pessoas? Os amigos que ficam e os que vão passando...mas sempre ocupando um lugar na minha vida, uns por gratidão, outros por camaradagem, outros apenas por que sim...
E, quem fala em amigos fala, também, em mulheres.... Quantas foram mesmo? Não sei, nem importa. Umas passaram rapidamente, sem deixar rasto. Ora então adeus! Outras, poucas permanecem com o seu perfume... algumas com a sua amizade. Uma ou outra, revelaram-se uma outra vida. Hábitos, maneiras de ser, fazer e sentir que surgiram e desapareceram com ela. Marcam o tempo, um antes e um depois... Mas, apesar disso, passam-se rapidamente para o irreal, evaporando como um perfume delicado. Desaparecem permanecendo irrealmente. Por isso permanecem...
Outras vidas. Quantas vivi já eu? Não sei. Imensas, bastantes... Por vezes, surge o tal cansaço de que já falei. No entanto, com o raiar do Sol renascem as forças e as energias para viver: tese, antitese, síntese.
Falta a revolução. Mas essa está para breve.....
domingo, 28 de outubro de 2007
A noite aproxima-se rapidamente, trazendo uma aragem que refresca a minha face. Retenho os passos para observar a escuridão em que o rio se transforma. De súbito, reparo num estranho perfume que percorre o ar. Um perfume, meu já velho conhecido... Um sorriso invade a minha face. Tento concentrar me nele. E um estranho render da guarda, de mansinho, começa a acontecer...
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
26/X
É sexta-feira, finalmente. Cansado de ouvir o que não quero e de falar o que não devo. Vejo umas fotos de cachorros, para adopção. Como eu gostava de ter um cão! Um dia, talvez já não muito longinquio. Sim, já está algo gasta a frase mas... quanto mais conheço as pessoas... lá está, é isso mesmo. Verdade, verdadinha!
Detenho a minha atenção num deles. Não, não é pela sua beleza, raça apurada ou porte altivo. Sim, gosto de animais com personalidade, mas não é esse o motivo da atenção. Baixo os olhos por um momento. Tem o olhar vagamente triste, vagamente alheado, concretamente indiferente. É como se a tristeza pesasse nos seus olhos, a ponto de o obrigar a olhar para o chão.
Pobre animal, quanto terá ele sofrido! Carrega o peso do seu mundo. Apetecia-me abraçá-lo! E ainda dizem que os animais não sentem... não serão antes os homens???
É sexta-feira, finalmente. Cansado de ouvir o que não quero e de falar o que não devo. Vejo umas fotos de cachorros, para adopção. Como eu gostava de ter um cão! Um dia, talvez já não muito longinquio. Sim, já está algo gasta a frase mas... quanto mais conheço as pessoas... lá está, é isso mesmo. Verdade, verdadinha!
Detenho a minha atenção num deles. Não, não é pela sua beleza, raça apurada ou porte altivo. Sim, gosto de animais com personalidade, mas não é esse o motivo da atenção. Baixo os olhos por um momento. Tem o olhar vagamente triste, vagamente alheado, concretamente indiferente. É como se a tristeza pesasse nos seus olhos, a ponto de o obrigar a olhar para o chão.
Pobre animal, quanto terá ele sofrido! Carrega o peso do seu mundo. Apetecia-me abraçá-lo! E ainda dizem que os animais não sentem... não serão antes os homens???
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
segunda-feira, 22/X
... um profundo e infinito azul... um azul que contemplo, que me fascina...um azul de paz, um azul de sonho, que embriaga a minha alma de sonho e paz...um azul que não existe, porque, se existisse, deixava simplesmente de ser azul, o meu azul profundo...
Reparo nele nos balcões do sonho, neste forte feito de fantasia... a sua espuma inquieta-me, prende-me a atenção. Faz-me reparar num mar profundo, que existe... ali, além, para além da segurança destes canhões...
E, no entanto, o que prende a minha atenção, o que leva a contemplá-lo é, simplesmente... ele não existir...porque, se existisse, já não era meu...
... um profundo e infinito azul... um azul que contemplo, que me fascina...um azul de paz, um azul de sonho, que embriaga a minha alma de sonho e paz...um azul que não existe, porque, se existisse, deixava simplesmente de ser azul, o meu azul profundo...
Reparo nele nos balcões do sonho, neste forte feito de fantasia... a sua espuma inquieta-me, prende-me a atenção. Faz-me reparar num mar profundo, que existe... ali, além, para além da segurança destes canhões...
E, no entanto, o que prende a minha atenção, o que leva a contemplá-lo é, simplesmente... ele não existir...porque, se existisse, já não era meu...
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Sexta-feira,19/X/07
Limito-me a estar sentado no sofá. Simplesmente estou. Tento não pensar em nada. De súbito, um profundo cansaço percorre o meu ser. Um estranho e profundo cansaço. Ao seu lado, surge uma velha e vil tristeza, inexplicável.
Recordo-me de um mote cavalheiresco que um dia vi, algures: as minhas alegrias são as minhas tristezas.
Como gostava que tudo fosse diferente. Enfim, gostava simplesmente de ser eu, de ser finalmente livre. Mas não, não sou. Todos os dias a mesma rotina, as mesmas caras, a mesma vida que lentamente se vai escoando do meu ser.
Gostava simplesmente de partir. Para onde? Nem eu sei nem isso interessa verdadeiramente. Partir, apenas. Canso-me desta rotina. Contemplo, maravilhado, o sorriso dos outros. Como o podem ser, nesta mesmice costumeira?
Talvez o mal esteja em mim, nesta imaginação que toma conta de mim e me faz desejar sempre mais além, de estar onde não posso. Como se a imaginação, ou a alma, ou lá o que se chame, não se conformasse com a tacanhez do corpo.
E, no entanto, sou feliz assim...
Limito-me a estar sentado no sofá. Simplesmente estou. Tento não pensar em nada. De súbito, um profundo cansaço percorre o meu ser. Um estranho e profundo cansaço. Ao seu lado, surge uma velha e vil tristeza, inexplicável.
Recordo-me de um mote cavalheiresco que um dia vi, algures: as minhas alegrias são as minhas tristezas.
Como gostava que tudo fosse diferente. Enfim, gostava simplesmente de ser eu, de ser finalmente livre. Mas não, não sou. Todos os dias a mesma rotina, as mesmas caras, a mesma vida que lentamente se vai escoando do meu ser.
Gostava simplesmente de partir. Para onde? Nem eu sei nem isso interessa verdadeiramente. Partir, apenas. Canso-me desta rotina. Contemplo, maravilhado, o sorriso dos outros. Como o podem ser, nesta mesmice costumeira?
Talvez o mal esteja em mim, nesta imaginação que toma conta de mim e me faz desejar sempre mais além, de estar onde não posso. Como se a imaginação, ou a alma, ou lá o que se chame, não se conformasse com a tacanhez do corpo.
E, no entanto, sou feliz assim...
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