terça-feira, 25 de dezembro de 2007

E é tudo, amigos. Mais um Natalício.
Quanto a novidades, tudo se resumiu a uma boa garrafa de Tormes e uma bela jogatana de matraquilhos. Nada mau!
Quanto ao vinho, confesso que não resisti. É o vinho de Tormes, aquele que o Jacinto de "a cidade e as serras" bebeu quase à luz do luar, a acompanhar umas certas favas... É uma tirada absolutamente deliciosa. Mas verdadeiramente deslumbrante é a conversa entre ele e o amigo Zé na doce contemplação das estrelas... tal como as suas conversas com a natureza que o acompanha, acolhe e mima. Delicioso, repito.
E, por falar nisso, amanha regresso à serra. É sempre bom regressar, apesar do frio e do trabalho que lá me espera. Tem de ser. Um dia, olharei para trás e ficarei satisfeito comigo. Não
é esse o objectivo último da vida?
Mesmo com os erros que, aqui e ali se vão cometendo, sempre há motivo para sorrir: sim, pelo menos vivi! :)
E com este sorriso me despeço de mim, durante alguns dias. Mas regresso, para contentamento, espero, de alguns olhos amigos e meigos :)

sábado, 22 de dezembro de 2007

Ola!
Férias, finalmente! Curtas, breves, escassas...mas férias! É todo um novo ciclo que se avizinha: outras luzes, outras cores, outros sabores... Toda uma nova vida que começa!
Dizem que os gatos têm não sei quantas vidas. Então e nós? Eu cá, perdoem-me a imodéstia, acho que já vivi várias. Há espaços, pessoas e lugares que sinto ter percorrido, sentido e conhecido noutras vidas. Como se tudo se tivesse passado lá longe, já nos confins da memória, quase irreal. Como se todas as recordações se movessem da memória para a fantasia! Dá-se uma ou outra pincelada e o que foi cinzento, torna-se azul, o azul em azul profundo e, por fim, surge uma qualquer tonalidade celestial.
Várias vidas, de facto. Desde os longinquos tempos de estudante, desde as arcas frigorificas e os seus abençoados 38.º negativos, os corredores da faculdade, os passeios pelos bairros de lisboa, a Marinha, com as minhas fardas e aquelas longas conversas com o mar, o cej e, agora juiz. Vidas imensas!
E as pessoas? Os amigos que ficam e os que vão passando...mas sempre ocupando um lugar na minha vida, uns por gratidão, outros por camaradagem, outros apenas por que sim...
E, quem fala em amigos fala, também, em mulheres.... Quantas foram mesmo? Não sei, nem importa. Umas passaram rapidamente, sem deixar rasto. Ora então adeus! Outras, poucas permanecem com o seu perfume... algumas com a sua amizade. Uma ou outra, revelaram-se uma outra vida. Hábitos, maneiras de ser, fazer e sentir que surgiram e desapareceram com ela. Marcam o tempo, um antes e um depois... Mas, apesar disso, passam-se rapidamente para o irreal, evaporando como um perfume delicado. Desaparecem permanecendo irrealmente. Por isso permanecem...
Outras vidas. Quantas vivi já eu? Não sei. Imensas, bastantes... Por vezes, surge o tal cansaço de que já falei. No entanto, com o raiar do Sol renascem as forças e as energias para viver: tese, antitese, síntese.
Falta a revolução. Mas essa está para breve.....